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Moagem de cana acelera na 1ª quinzena de junho

Mesmo com o avanço do processamento da safra 2017/18, ainda existe um atraso de 16 milhões de toneladas no acumulado de abril a junho em relação mesmo período da temporada anterior

Data: 29/06/2017

Passado o período de chuvas que prejudicaram a colheita no começo da safra 2017/18 de cana-de-açúcar, a moagem começa a ganhar fôlego no Centro Sul do País, divulgou ontem a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica).

Nos primeiros 15 dias de junho, o processamento somou 39,4 milhões de toneladas, alta de 51% ante o mesmo período de 2016 e 24,7% maior que o registrado na quinzena anterior (31,5 milhões de toneladas).

Mesmo com a recuperação, o volume processado pelas usinas brasileiras não foi suficiente para compensar completamente o atraso da moagem. No acumulado da safra 2017/18 foram moídas 151,25 mil toneladas, 16,11 milhões de toneladas a menos que no mesmo período do ano passado.

"Há uma queda [anual de 9,6%], mas a cada quinzena esse percentual é menor em relação ao período anterior e, aos poucos a moagem vai se reestabelecendo", observa o analista setorial da Tendências Consultoria, Felipe Novaes.

Ele destaca que alguns fatores justificam essa diferença, como a disponibilidade de cana bisada na safra 2016/2017, o que não aconteceu no ciclo 2017/2018. "O início de safra já começa mais fraco por conta disso", comenta ele.

O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 128,4 quilos na primeira quinzena de junho. No acumulado de abril a junho, o ATR chegou a 120,9 quilos por tonelada, ante 121,8 quilos por tonelada da temporada anterior.

Nos primeiros quinze dias do mês, a produção de açúcar alcançou 2,38 milhões de toneladas, ante 1,7 milhões de toneladas na quinzena anterior. No acumulado da safra foram 8 milhões de toneladas, baixa de 1,69% sobre um ano antes.

Na primeira quinzena de junho, a proporção cana utilizada para a produção de açúcar foi de 49,34%. No acumulado da safra, a participação do açúcar é de 46,30%. Conforme a Unica, isso se deve ao elevado volume de contratos negociados antecipadamente e à baixa disponibilidade do produto nas usinas .

Para o analista da Tendências Consultoria, as indústrias direcionam a produção para o açúcar no curto prazo também em razão da colheita na Ásia no segundo semestre, que deve levar a uma queda pronunciada nos preços nos próximos meses e em 2018. "A rentabilidade relativa do açúcar tende a cair com a entrada da safra indiana, uma vez que as perspectivas são melhores do que o que se esperava inicialmente."

Etanol

A fabricação de etanol alcançou a 5,81 bilhões de litros, recuo de 16% na comparação anual, sendo 2,39 bilhões de litros de etanol anidro e 3,43 bilhões de etanol hidratado. Na primeira metade de junho, foram produzidos 1,5 bilhão de litros, crescimento de 39,65% na comparação com igual intervalo da safra passada.

O volume negociado na primeira metade do mês de junho pelas empresas do Centro-Sul foi de 1,02 bilhão de litros, sendo 70,39 milhões de litros destinados à exportação, recuo é de 40,73% em relação ao mesmo período de 2016, e 948,2 milhões ao mercado interno.

Fonte: DCI.

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