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Japoneses querem investir em logística no País

O ministro da Agricultura Blairo Maggi afirmou durante um encontro com autoridades e empresários do Japão, que apesar da crise política, a economia brasileira está em crescimento

Data: 10/07/2017

Autoridade e empresários do Brasil e do Japão debateram, na sexta-feira (7), investimentos em transporte de grãos no País. A intenção é melhorar o fluxo brasileiro de soja e milho, principais produtos dentro da pauta de exportação para o país asiático.

"Com a intensificação do investimento na infraestrutura do Brasil cada vez mais produtos agrícolas serão exportados e teremos um relacionamento de ganha-ganha entre os países", garantiu o vice-ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Kenichi Hosoda. Ele veio ao Brasil com uma comitiva de 80 empresários para participar da 3º edição do DiálogosBrasil - Japão, em São Paulo, na última sexta-feira.

Na ocasião, representantes dos Estados do Maranhão. Rio Grande do Sul, Tocantins e Bahia apresentaram oportunidades de investimentos em logística. Ao todo, os projetos do governo federal para parcerias na área devem ter aportes de R$ 32,3 bilhões.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou aos empresários e representantes do governo japonês que "a economia brasileira está em bom momento" para receber investimentos. "No Brasil, apesar da crise política, a economia vai bem, estamos crescendo, e os investimentos são bem vindos", disse. Ele ainda acrescentou que os ativos brasileiros "estão baratos" e que o momento é propício aos investimentos. "Quero dar a garantia de que o Brasil respeitará como sempre respeitou as empresas que investem no País.".

Carne bovina

Na ocasião, Maggi reforçou o pleito pela abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira. Os japoneses não permitem a entrada do produto brasileiro uma vez que o País ainda vacina seu rebanho contra a febre aftosa.

"Resolvendo os problemas técnicos há um grande potencial de a exportação do Brasil para o Japão crescer", ressaltou Hosoda, sobre a possibilidade.

Maggi reafirmou que o Brasil deve conquistar o status de livre da doença sem vacinação em 2022. Apenas o Estado de Santa Catarina possui tal reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). "Quando conquistarmos esse status todos os mercados que estão fechados se abrirão naturalmente", salientou o ministro brasileiro.

Maggi informou também que o Ministério irá realizar testes cegos com as vacinas utilizadas pelos pecuaristas brasileiros. As vacinas foram apontadas como responsáveis pelos abcessos encontrados em cortes exportados aos Estados Unidos e que levaram aquele país a suspender a importação da proteína brasileira, em 22 de junho. "Estamos fazendo um mapeamento por meio dos frigoríficos no País inteiro para saber aonde temos mais problemas e quais marcas [de vacina] foram aplicadas. Vamos rastrear tudo para saber onde está o problema e solucioná-lo", garantiu.

Ele comentou ainda que haverá uma reunião entre técnicos brasileiros e norte-americanos, nos Estados Unidos, no próximo dia 13. Maggi solicitou também um encontro com o secretário da Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, para o dia 17. Porém, a reunião ainda não teve confirmação.

"Tecnicamente estamos bem respaldados [para estes encontros], já que conseguimos identificar e resolver os problemas", salientou.

Ele citou como exemplo a mudança na expedição dos lotes de carne bovina, que serão enviados em tamanhos menores aos Estados Unidos para que abcessos possam ser retirados dos lotes. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) a indústria perde de 1,2 toneladas a 2,3 toneladas por dia com a retirada de abcessos.

O ministro falou também sobre o pedido de explicações feito pela China, que questionou os motivos da suspensão das importações pelos Estados Unidos. "É natural que isso aconteça. O importante é temos as respostas para dar aos países e as garantias para dar aos compradores".

Para Maggi, as exportações de carne bovina brasileira devem se manter em um bom patamar. "Tivemos uma boa notícia que é a proibição dos abates de bovinos e bubalinos na Índia. Com isso, o mercado aqueceu e teremos oportunidades", avaliou Maggi.

Fonte: DCI

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