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EUA freiam compra de carne do Brasil no auge

Data: 27/06/2017

Os Estados Unidos frearam as importações de carne "in natura" do Brasil bem no momento em que os brasileiros começavam a acelerar as exportações para aquele país.

Liberadas no segundo semestre de 2016, as vendas externas de carne "in natura" para os americanos começaram fracas no começo deste ano, mas, a partir de março, tomaram ritmo mais forte.

Em junho, antes de os americanos frearem as importações do produto brasileiro, as vendas externas de carne "in natura" para os Estados Unidos atingiam 2.510 toneladas. O período inclui os 16 primeiros dias úteis do mês.

A proibição do produto brasileiro no mercado dos EUA surpreendeu as empresas brasileiras, que estavam com pelo menos uma centena de contêineres no mar em direção à América do Norte.

Os americanos vinham aumentando a participação no volume de carne "in natura" exportada pelo Brasil. Neste mês, ficaram com 3,3% da carne desse tipo exportada pelo Brasil, ante 2,8% de janeiro a maio deste ano.

As vendas brasileiras para o mercado americano têm limites, no entanto. Mesmo que os Estados Unidos voltem a liberar as importações do produto brasileiro, os exportadores nacionais disputam uma cota máxima de 64,8 mil toneladas com outros países exportadores para os EUA.

O governo americano informou, nesta segunda (26), que já foram preenchidas 36,9 mil toneladas dessa cota.

As 2.510 toneladas de carne "in natura" vendidas pelo Brasil nos EUA renderam US$ 11 milhões. De janeiro a junho, o volume sobe para 14 mil toneladas, no valor de US$ 60 milhões, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Apesar do volume pequeno de compra desse tipo de carne pelos americanos, o fechamento do mercado afeta muito os brasileiros.

O preço médio pago pelos Estados Unidos foi de US$ 4.400 por tonelada, o terceiro maior entre os importadores. Holanda e Itália lideraram, com US$ 8.042 e US$ 6.463, respectivamente.

As exportações totais de "carne in natura" somam 79 mil toneladas neste mês, com receitas de US$ 332 milhões no período. Hong Kong e China lideram as compras do produto brasileiro.

CARNE FRACA

O freio dos americanos colocado nas importações de carne brasileira volta a manchar a imagem do produto brasileiro, o que já havia ocorrido na Operação Carne Fraca, em março.

O Brasil teria muito a perder, no entanto, se o governo dos Estados Unidos atender ao pedido dos produtores americanos para que o país feche as porteiras para toda a carne brasileira.

Os Estados Unidos lideram as importações de carne industrializada do Brasil. Neste mês, já pagaram US$ 17 milhões por esse tipo de carne. Essas importações representam 47% do que o Brasil exportou no mês.

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Vantajoso - Em apenas uma das 15 principais cidades do Estado de São Paulo o preço do etanol não é mais favorável do que o da gasolina para o consumidor: São Bernardo do Campo. Os dados são da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e se referem à semana passada.

Ainda poucos - Quando comparados os preços em todos os Estados brasileiros, no entanto, apenas São Paulo e Mato Grosso têm preços médios do etanol vantajosos em relação aos da gasolina, tomando como base a pesquisa da ANP.

Nem pensar - Em dois Estados, devido à logística, o preço médio do etanol supera o da gasolina. Quem optar pelo derivado da cana no Amapá vai pagar 7% mais do que pagaria pela gasolina. Em Roraima, o preço do etanol supera em 2% o do derivado do petróleo.

Recuperação - As exportações de carnes melhoraram neste mês, em relação a maio. As vendas externas médias de carne suína subiram 26% no mês. As de carne bovina aumentaram 20%, e as de frango, 8%.

Condições piores - As lavouras da soja nos EUA estão em condições piores neste ano do que em igual período de 2016. As plantações classificadas como boas e excelentes somam 66%, abaixo dos 72% de há um ano.

Condições piores 2 - Os dados são do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA), que também relatou piora nas condições das lavouras de milho. Neste ano, 67% das plantações são classificadas como boas e excelentes, ante 75% no ano passado.

Fonte: Folha de S.Paulo 

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