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Empresas abrem novos mercados e exportações nos estados avançam

Com a crise brasileira, companhias passaram a buscar novas oportunidades em outros países, impulsionando as vendas externas das unidades federativas tradicionalmente exportadoras

Data: 17/07/2017

As vendas externas dos principais estados exportadores estão em contínuo crescimento, não só por conta do câmbio, mas também por uma agressividade maior das empresas em buscar novos mercados, dado o enfraquecimento da economia interna.

Para especialistas, as companhias nacionais devem se aproveitar do crescimento global previsto para este e para o próximo ano de modo a continuar avançando.

No maior estado exportador, São Paulo, as vendas externas aumentaram 11,3% no primeiro semestre de 2017, ante igual período do ano passado, para US$ 24,7 bilhões. Tanto os produtos básicos, como os manufaturados puxaram a alta.

Enquanto os desembarques de açúcar de cana cresceram 34%, a US$ 2,8 bilhões, a venda de automóveis expandiu 24%, a US$ 1,2 bilhão, mostram dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Já no Rio de Janeiro, a pauta de exportação foi menos variada. O que impulsionou o aumento de 56,5% nas vendas (para US$ 11 bilhões) foram os óleos bruto de petróleo, que expandiram 135% no primeiro semestre, alcançando US$ 7,5 bilhões.

Em Minas Gerais, por sua vez, as exportações tiveram alta de 31%, para US$ 13,2 bilhões, favorecidas, sobretudo, pelos desembarques de produtos básicos, que correspondem a 70% da pauta do estado. Cerca de 38% do total do que Minas desembarcou foi minério de ferro, cuja exportação cresceu 77,3%, para US$ 5 bilhões. Já as vendas de café avançaram 12% para US$ 1,7 bilhão.

Produtos básicos

Na região Centro-Oeste, a soja continuou sendo o destaque. No Mato Grosso, as exportações totais chegaram a cair 2%, para US$ 8 bilhões, porém as vendas do grão, que são 68% do que o estado desembarca, tiveram aumento de 17,1%, para US$ 5,5 bilhões. Já no Mato Grosso do Sul, as exportações se elevaram em 1,8%, para US$ 2,4 bilhões, com o impulso da soja (+16,6%, para US$ 985 milhões) e da carne bovina (+10,7%, a US$ 237 milhões).

A região Sul, que também é tradicionalmente exportadora, teve uma pauta mais variada. No Paraná, por exemplo, as vendas cresceram 15%, para US$ 9 bilhões, puxadas por básicos e manufaturados. Enquanto os desembarques de soja tiveram alta de 13%, a US$ 2 bilhões, as exportações de veículos de carga cresceram 74%, a US$ 221 milhões.

Já no Rio Grande do Sul, os desembarques se elevaram em 7,8%, para US$ 8,3 bilhões, puxadas pela soja (+ 9,4%, para US$ 2 bilhões) e automóveis (+109%, a US$ 311 milhões).

O professor da Trevisan Escola de Negócios, Amaurit Alarcón, reforça que, além da taxa de câmbio mais favorável às exportações do País, a crise econômica fez com que "rapidamente" as empresas se redirecionassem para o mercado externo. Segundo ele, o setor privado nacional está mais atento aos outros países, porém, para avançar nestes - principalmente aproveitando a onda de crescimento global - deve estar disposto a adaptar e aprimorar serviços e produtos.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o mundo deve ter expansão de 3,4% em 2017 e 3,5% em 2018. Já o professor de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), Fernando Ferrari Filho, afirma que a perspectiva de crescimento para 2017 para os principais parceiros comerciais do Brasil, como China (+6,5%), Europa (+1,2%) e Estados Unidos (+2,2%) são semelhantes ao avanço registrado no ano passado.

Para ele, este cenário reforça que o saldo comercial positivo do País está mais relacionado a uma abertura de novos mercados pelas empresas do que somente pelo crescimento global. Ou seja, para Ferrari, nossas companhias estão sendo ativas neste processo.

Fonte: DCI.

 

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