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Em SP, workshop debate benefícios e riscos da terceirização

Data: 11/04/2018

Tradicional evento da Sobratema reuniu especialistas nas áreas tributárias e fiscal, além de lideranças do setor de construção.

Após as palestras do Workshop Terceirização: Maximizando Resultados, tradicional evento anual da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), promovido pela Revista M&T, no dia 5 de abril em São Paulo, foi organizado um Painel de Debate sobre a prática da terceirização e a aplicação da nova lei nos segmentos da construção, locação, prestação de serviços e agronegócio. Participaram do Painel, além de alguns dos palestrantes, os painelistas Francesco Parmiciano, diretor técnico comercial da Magnus Hidráulica; Paulo Melo Alves de Carvalho, vice-presidente da Associação dos Locadores de Equipamentos para Construção Civil (Alec) e diretor-executivo da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Analoc), Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), e Eduardo Coli, membro do Núcleo Jovem da Sobratema.

Moderado por Claudio Schmidt, diretor-executivo da Sobratema, o debate se concentrou na discussão de aspectos legais relacionados ao processo de terceirização no setor de infraestrutura e também da área do agronegócio. Um dos pontos abordados foi o referente a dúvidas sobre as formas de tributação das operações de locação de máquinas e equipamentos. “A meu ver, a atitude mais recomendável para garantir segurança jurídica é atuar mediante um planejamento empresarial que contemple tanto a relação trabalhista da terceirização, quanto as questões tributárias”, observou a advogada especialista em questões trabalhistas Mariana Trevisioli, uma das palestrantes do workshop.

Especificamente na questão do mercado de locação, a expectativa dos participantes do debate é de que, como esse mercado ainda é pequeno no Brasil, mas tem grande potencial de crescimento, as questões tributárias e trabalhistas relacionadas com a atividade devem ganhar bastante importância no futuro. “Se lembrarmos que hoje o segmento de locação no Brasil, cujo faturamento anual gira em torno de R$ 4,5 bilhões, representa apenas 0,08% do PIB, enquanto nos Estados Unidos equivale a 0,25% do PIB americano, concluímos que há um enorme espaço para crescimento da atividade no Brasil”, comentou Paulo Melo Alves de Carvalho, vice-presidente da Associação dos Locadores de Equipamentos para Construção Civil (Alec), que também integrou a mesa do debate final do Workshop promovido pela Revista M&T.

Durante o debate também foi enfatizada a terceirização de serviços no agronegócio. Segundo Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), outro participante do encontro, há uma forte tendência de crescimento da terceirização no meio rural. “Principalmente após a nova Lei de Terceirização, que entrou em vigor em 2017, notamos um intenso movimento dos produtores rurais de volta a terceirização de algumas das etapas produtivas. Essa sempre foi uma prática comum no meio rural, mas, em função de muitos processos trabalhistas, houve uma tendência a verticalização. Agora, com maior segurança jurídica decorrente da nova lei, a terceirização volta a ser uma opção interessante para o produtor rural”, observou Cornacchioni.

Outra razão para o crescimento da terceirização no agronegócio, segundo o dirigente da Abag, é a necessidade de o produtor seguir ganhando competitividade. “Além disso, como o campo passa por um intenso processo de modernização, a terceirização de serviços e, especialmente de mão de obra cada vez mais especializada, acreditamos que a terceirização se torna elemento indispensável”, ponderou Cornacchioni. Essa também foi a percepção de outro debatedor, Francesco Parmiciano, diretor técnico comercial da Magnus Hidráulica. “Temos a necessidade de serviços cada vez mais especializados, que só a terceirização possibilita”, informa Parmiciano, adiantando que um desse casos é o de serviços de eletrônica, necessários para auxiliar nas operações hidráulicas.

Foto: Divulgação

Fonte: Assessoria de Imprensa da Sobratema

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