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DuPont projeta estabilidade em 2017

Conforme o presidente da divisão agrícola da companhia no Brasil, Roberto Hun, o desempenho do setor deverá manter, neste ciclo, o mesmo patamar da safra passada

Data: 28/09/2017

Clima na temporada 2017/2018 determinará a demanda por defensivos agrícolas ao longo do ano-safra
Foto: alf ribeiro/estadão conteúdo

O estoque elevado nos canais de vendas levou a um recuo de 16% na demanda por defensivos de janeiro a agosto deste ano, disse o presidente da divisão agrícola da DuPont Brasil, Roberto Hun. Para a safra 2017/2018, porém, ele prevê estabilidade no setor.

"Houve um ajuste de inventário de estoques até o momento, mas a demanda do campo deve ficar estável na safra se comparada ao ciclo anterior", salientou o dirigente da companhia.

Ele afirma que o setor vive um momento crítico para a demanda, que é o período de plantio da safra de grãos de verão. "Tudo dependerá do clima e de como será a pressão de pragas nas lavouras que começam a ser cultivadas agora. Mas tudo indica que a demanda será normal", destacou o Hun.

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), as vendas de defensivos agrícolas movimentaram US$ 9,5 bilhões no ano passado. A queda foi de 1% em relação ao ano de 2015.

A entidade mantém a perspectiva de retração de 2% a 3% nas vendas de defensivos agrícolas neste ano em relação a 2016.

Após a conclusão da fusão global entre Dow e DuPont, no último dia 1º de setembro, a divisão de Agrosciences fez a primeira atividade pública da nova companhia em evento ontem, em São Paulo.

Conforme Hun, a empresa pretende definir as estratégias para a atuação do segmento de agronegócios da companhia no Brasil até dezembro deste ano. Ele reforçou ainda que a área deve atuar de forma independente daqui a 18 meses.

"Nossa perspectiva é bastante positiva. Ao combinar os esforços na divisão agrícola, vemos como enorme a possibilidade de aumentar a nossa presença no Brasil", salientou Hun. "A partir de agora, podemos sentar juntos como uma única companhia, comparar os portfólios de produtos e as pesquisas, além de avaliar as sobreposições. Ainda temos muito trabalho a ser feito para definirmos as plataformas que mais se adaptam às necessidades do produtor brasileiro", disse, sem fazer estimativas.

Hun ainda reforçou a intenção da empresa de investir globalmente US$ 4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento até 2020. A meta inicial era de investir R$ 10 bilhões entre 2012 e 2020, mas US$ 5,9 bilhões já foram investidos nos últimos cinco anos. "Estamos falando em um patamar de US$ 1 bilhão todos os anos, mas ainda não temos a determinação do quanto desse valor deve ser destinado ao Brasil, além da fatia que já foi destinada ao País", explica.

Índice

Hun participou na manhã desta terça-feira (26) da apresentação do Índice Global de Segurança Alimentar, elaborado pelo Economist Intelligence e patrocinado pela companhia, durante a Conferência Ethos 360º, realizada em São Paulo.

O Brasil permanece na 38ª posição entre os 113 países que compõem o ranking, que avalia questões como qualidade e segurança, acessibilidade e disponibilidade de alimentos para consumo das populações.

"A participação do Brasil tem sido estável nos últimos cinco anos e muito disso está relacionado ao aporte feito para que o País melhore seus sistemas de produção", afirmou a analista do Economist Intelligence Unit (EIU), braço de pesquisa do The Economist Group, Katherine Stewart.

Neste ano, a pesquisa contou com a nova categoria "Recusos Naturais e Resiliência", que avalia o impacto dos riscos climáticos na agricultura. Segundo ela, este é o primeiro ano em que a maioria dos países apresentou queda na pontuação no índice, reflexo do menor investimento no setor, que foi identificada também em nações ricas.

Desde 2012, o Brasil subiu duas posições no ranking, liderado pela Irlanda, que ultrapassou os Estados Unidos, e tem o Reino Unido na terceira colocação. Em relação aos países da América Latina e do Caribe, o Brasil ocupa a quarta colocação, atrás de Chile, Uruguai e Costa Rica.

Fonte: DCI

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